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Durante dois dias e meio, padres e agentes de pastoral da Diocese de Santa Cruz do Sul se reuniram na Casa de Retiros Loyola para refletir sobre a “Pastoral Urbana na mudança de época”. O encontro aconteceu nos dias
O mote, várias vezes repetido durante o encontro, foi uma frase do Pe. Almeida: “Enfraqueço quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar”.
A base da reflexão se deu em cima dos três períodos pelos quais passou a história recente da humanidade:
a) O período ligado aos ciclos da natureza (tudo vai e volta);
b) O período baseado nos processos da história (a história acontece numa sequencia de fatos – linearidade);
c) O período atual que se caracteriza pelo pontual (momento presente). É o período de rápidas mudanças, onde num ano se dão mais mudanças do que em 100 anos da Idade Média.
Como perspectivas para a Pastoral Urbana, os assessores:
1º) Indicaram três atitudes fundamentais:
a - Conhecer e amar a cidade;
b - Considerar a cidade como um todo;
c) - Levar a cabo uma evangelização global.
2º) Apontaram 10 perspectivas de ação:
a) Criar um projeto de evangelização para a cidade.
b) A evangelização deve ser diversificada.
c) Valorizar o povo, independente de ser praticante ou não praticante.
d) Padres que sejam missionários e comunicadores.
e) Investir na formação.
f) Repensar as paróquias, transformando-as em rede de comunidades.
g) Desenvolver projetos ecológicos.
h) Apostar na juventude.
i) Respeitar e promover a dignidade das mulheres.
j) Trabalhar a espiritualidade, como aceitação da nossa condição de fragilidade.
3º) Apresentaram experiências de evangelização na cidade que deram certo: a evangelização em prédios, formação de evangelizadores, grupos de família ...
4º) Concluíram com a apresentação de uma pesquisa com grupos focais feita pelo Itepa sobre “o que a sociedade pensa da Igreja Católica”. Uma das constatações é que o modelo de cristandade deve ser enterrado pela Igreja se ela quiser ter aceitação na sociedade atual.
A mensagem final dos assessores foi a partir do filme Quem mexeu no meu queijo, onde fica evidente que a pessoa (comunidade, paróquia, diocese) que não tem coragem de ir em busca do novo vai morrer à mingua.
A partir de tudo isso ficam as perguntas: para nós que estamos vivendo o processo da 11ª Assembléia Diocesana de Evangelização, que lições podemos tirar? Que perspectivas se abrem para um projeto de Pastoral urbana? Parece evidente que deveremos partir para um planejamento por cidades. Não podemos mais continuar com a segmentação das cidades, assim como também não podemos mais pensar que todas as cidades assumam a mesma dinâmica pastoral. Liberdade na organização e criatividade são fundamentais.
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